Ótima notícia: África diz NÃO à mutilação genital feminina

Este é, sem dúvida, o tipo de notícia que gostamos muito de compartilhar com nossos leitores. A África disse não à mutilação genital feminina.

O Parlamento Africano chegou a um acordo para proibir esta prática ritual, trágica e discriminatória.

Não faz muito tempo que explicamos em nosso espaço que países, como a Nigéria, já haviam tomado a iniciativa de começar a regular e perseguir esta tradição.

Agora, o grão de areia se tornou maior e cheio de esperança ao contar com um respaldo mais amplo.

Finalmente existe um acordo comum no qual o Parlamento Africano, com sede na África do Sul, se compromete a regular, perseguir e acabar com um drama que marcou quase 200 milhões de mulheres em todo o mundo segundo dados da UNICEF.

A seguir daremos todos os detalhes.

A mutilação genital feminina, um drama com vítimas demais

A mutilação genital feminina não é um problema exclusivo da África. A extirpação do clitóris está presente também em praticamente todos os países muçulmanos do continente asiático.

As comunidades curdas, assim como o Afeganistão, Tajiquistão, Brunei, Malásia e Indonésia também a praticam. Nestes países é realizado o tipo mais radical de mutilação: a infibulação, que consiste na extirpação do clitóris e dos lábios maiores e menores.

Sabemos que é uma batalha que ainda não foi vencida. Sabemos também que este grande passo dado na África é, no momento, um acordo de intenções que ainda deve ser formalizado.

Porque no dia de hoje só contamos com uma proposta que ainda não se transformou em uma lei.

No entanto, como falamos, é um grande passo diante de um drama que já cobrou vítimas demais.

Loading...

Não é uma prática ritual, é uma violação dos direitos humanos

A mutilação genital feminina faz parte do que se conhece como um ritual de iniciação das meninas na idade fértil ou madura.

Costuma-se dizer que ela teve início no antigo Egito, no entanto, esta prática também tem vários antecedentes na Ásia, Europa, Oceania e até América.

Assim, apesar de na atualidade ela estar muito vinculada ao mundo muçulmano, no passado ela estava presente também em povoados animistas, cristãos e judeus.

Seja como for, atualmente segue sendo um ato brutal. Busca-se, acima de tudo, privar a mulher de qualquer sensibilidade ou sensação de prazer.

A forma de realizar a extirpação não mudou muito desde a antiguidade. Extirpa-se o clitóris usando facas, lâminas de barbear e pedaços de vidro. As medidas higiênicas são mínimas. O perigo de infecção é extremo. As perdas humanas por causa desta prática são demais.

Toda esta realidade nos faz chegar a uma conclusão simples. Esta não é uma prática ritual, é uma violação dos direitos humanos. É um ato incompreensível e selvagem que milhões de meninas sofrem, às vezes antes de completarem cinco anos.

Loading...

Source link

Loading...