O que é dismorfofobia

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A preocupação com a aparência é algo que quase toda a população sente. Mas é preciso cuidado caso essa ideia vire algo obsessivo. Isso pode ser sintoma de um distúrbio conhecido como dismorfofobia. Saiba o que é essa doença, como reconhecê-la e tratá-la.

A dismorfofobia, também chamada de transtorno dismórfico corporal (TDC), é um distúrbio e para ser tratado é preciso o acompanhamento de psicólogos e outros profissionais da área. Busque ajuda de um especialista.

O que é dismorfofobia

O paciente que sofre de dismorfofobia tem uma insatisfação fora do normal com a aparência, desde o corpo, até o rosto e cabelo, se incomodando de forma obsessiva com defeitos mínimos ou inexistentes na aparência.

O distúrbio altera a visão da realidade e faz com que o paciente enxergue em si coisas, defeitos e problemas que, muitas vezes, existem somente na cabeça dele.

As principais vítimas de dismorfofobia são adolescentes de ambos sexos

 Uma grave consequência da dismorfofobia são os pensamentos suicidas (Foto: depositphotos)

Consequências do distúrbio

Por sentirem uma vergonha extrema da aparência, quem sofre de dismorfofobia muitas vezes também apresenta outros problemas graves como fobia social e depressão.

A doença também pode trazer como sequela o baixo rendimento escolar ou no trabalho e uma redução significativa da qualidade de vida. Uma grave consequência da dismorfofobia são os pensamentos suicidas que muitos pacientes costumam ter.

Segundo o site Revista Brasileira de Cirurgia Plástica a ideia de suicídio é algo presente entre 55% a 71% dos pacientes e cerca de 28% deles já tentaram de alguma forma interromper a vida.

Vítimas da dismorfofobia

As principais vítimas de dismorfofobia são adolescentes de ambos sexos que estão passando por mudanças em decorrência da puberdade. Mas os casos mais graves de dismorfofobia afetam pessoas entre os 15 e 18 anos de idade.

O site também revelou que é muito comum encontrar pessoas que sofrem de TDC dentro dos consultórios de cirurgias plásticas.

“Os pacientes com TDC estão convencidos de que a única maneira de melhorar sua autoestima é aperfeiçoando sua aparência. Frequentemente esses pacientes buscam a cirurgia cosmética ou outros procedimentos relacionados para melhorar seu aspecto “defeituoso”, e podem consultar vários médicos, especialmente cirurgiões plásticos, até encontrarem um profissional que realizará o procedimento desejado. No entanto, a cirurgia não cura essas imperfeições, muito pelo contrário, tem resultados pobres e pode gerar violência do paciente contra o cirurgião e piora de suas condições”, revela o site.

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Causas de dismorfofobia

Uma das principais causas do TDC está relacionada a fatores genéticos. Segundo o site da RBCP, 8% dos indivíduos que sofrem do distúrbio possuem algum membro da família que apresentaram o diagnóstico ou que sofrem de problemas como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

“Como outras desordens obsessivo-compulsivas, o TDC resulta de um desequilíbrio neuroquímico, envolvendo principalmente a serotonina, a qual, fisiologicamente, atua mantendo ideias e pensamentos sob controle. Lesões em regiões específicas do cérebro podem causar disfunção em muitas redes de conexão cerebral e alterar o funcionamento de circuitos relacionados à fisiopatologia do TDC, resultando em sintomas do transtorno e déficits neurocognitivos. Relatos de casos sugerem que o desenvolvimento do TDC também pode ter como gatilho doenças clínicas inflamatórias decorrentes de infecção estreptocócica, que iriam exacerbar os sintomas, ou, ainda, surgir após lesão na região do lobo frontotemporal”, aponta o site.

Os psiquiatras também sugerem que pessoas que sofrem um forte grau de ansiedade, são muito perfeccionistas e sentem grandes momentos de tristeza estão mais suscetíveis a desenvolver o transtorno.

É importante também ficar atento a pessoas que têm uma baixa auto-estima, dificuldade para se relacionar com pessoas, depressão, tipos esquizoides, neuroses, pais muito severos, obsessões e traumas infantis também estão propensos a sofrerem da doença.

Fatores sociais também podem levar ao problema, principalmente graças à influência da mídia na nas imposições de padrão de beleza e “necessidade” de mudar o corpo.

Sintomas do transtorno dismórfico corporal

Os pacientes que sofrem de TDC sempre apresentam comentários bastante negativos sobre a própria aparência e estão em constante luta na tentativa de mudá-la.

Muitos portadores do transtorno têm um comportamento bastante agressivo quando são impedidos de realizar as mudanças que desejam ou quando estão em situação de estresse extremo.

Eles também apresentam uma grave dificuldade de se relacionar socialmente por uma vergonha extrema da aparência.

“A maioria dos pacientes sofre de desilusão de referência, isto é, eles pensam que outras pessoas podem prestar atenção especial a seu suposto “defeito” e fazer algum tipo de comentário depreciativo ou debochado. Essa desilusão de referência leva a um estado de atenção que faz o paciente se sentir ansioso, embaraçado e muito envergonhado, porque acredita que o “defeito” revelará alguma imperfeição pessoal. Essa preocupação pode ser exagerada, a ponto de o paciente não somente se sentir embaraçado com a sua “feiura”, mas também ficar preocupado em causar repulsa e ofensa aos outros”, revela o site especialista.

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Tratamento para TDC

É fundamental que o transtorno seja detectado o mais rápido possível e o paciente procure a ajuda de um profissional. O acompanhamento médico e psicológico pode evitar que o TDC tenha a associação de problemas como anorexia, bulimia, depressão, ansiedade, entre tantas outras.

A dismorfofobia é uma doença bastante silenciosa e, muitas vezes, o paciente ou pessoas ao redor dele não percebem a existência do problema ou não entendem a gravidade dele. É preciso sempre ter cuidado com os excessos e as obsessões pela aparência que transcendem a normalidade.

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